Jorge Ferlin Dale Nogari dos Santos

Brasileiro, Cidadania Italiana
Natural de Passo Fundo/RS

Leiloeiro Público Oficial desde 1998, pelos Estados do Paraná (Matrícula N° 606/98 - Jucepar), de Santa Catarina (Matrícula Nº AARC 234) e do Rio Grande do Sul(Mátricula Nº 395/19), Leiloeiro Rural pela Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Matrícula Nº 001/96 - FAEP), atua na organização, execução, gestão e assessoramento de leilões, promovendo a venda pela batida do martelo especialmente de ativos falimentares, de alienações fiduciárias e de grandes patrimônios, nos âmbitos das organizações judiciárias, público-administrativas e privadas. Membro da Asociación Americana de Rematadores, Corredores Inmobiiários y Balanceadores (Montevidéu, Uruguai - desde 1986), instituição partícipe precursora do Mercosul, colaborou na produção de texto da obra A Leiloaria no Sistema Jurídico Brasileiro (FERLIN, Marília. 1. ed. Passo Fundo, RS: Ed. do Autor, 2006).

Engenheiro Agrônomo desde 1992 (CREA 24.846-D/PR e CREA 095044-4/SC), Perito e Avaliador de Bens Patrimoniais pelo Instituto Brasileiro de Avaliações e Perícias de Engenharia - IBAPE/PR e SC e Instituto de Engenharia do Paraná - IEP, membro do corpo de engenheiros da Câmara de Valores Imobiliários do Estado do Paraná - CVI.

Graduado em Administração de Empresas pela Faculdade de Ciências Administrativas e Comércio Exterior Positivo - PR, pós-graduado em Direito Comercial e Empresarial pela Fundação Getúlio Vargas - FGV, Mediador pelo Instituto de Mediação do Paraná, Fórum Sul - Americano do Negócio do Luxo no Brasil - Porto Alegre/RS, Curso de Recuperação Judicial e Falências pela Escola de Magistratura do Paraná - EMAP, formado em Professional & Self Coaching, em Business & Executive Coaching e Master Coach pelo Instituto Brasileiro de Coaching - IBC, Programa de Educação Executiva de alta qualidade Coaching and Leadership Certifcation Seminar, pela Ohio University College of Business (OHIO CoB).

Herança de um Legado

Em 1968, no ambiente rural de uma fazenda, situada no interior do Rio Grande do Sul, o jovem leiloeiro Luiz Carlos, pai do Leiloeiro Jorge Nogari, então com 34 anos de idade, iniciou a ‘batida do martelo’ com a venda de cabeças de gado, de corte e leiteiro.
Passavam, pela pista de remate, plantéis provenientes de diversas regiões do sul do país e da própria criação da fazenda, compostos por animais de gabarito, inclusive premiados em exposições estaduais.

Em 1975, tiveram início pelo patrono os públicos leilões de bens móveis e imóveis, de diversas naturezas, mediante a matrícula na Junta Comercial do estado gaúcho.

Um ano após, em Passo Fundo, RS, nascia Jorge Nogari, seu único filho homem. Desde a tenra idade, há mais ou menos quarenta anos, era incumbido pelo pai a trabalhar em todas as tarefas envolvidas no evento do leilão: distribuir panfletos (inclusive no estacionamento da universidade, à noite), atender ao público, anotar cada arrematação, apoiado em prancheta, ao pé do pai leiloeiro (sendo às vezes alvejado inadvertidamente na cabeça pelos movimentos do martelo), levar boletos à secretaria (em meio e abaixo da cintura do público em pé, pois não havia o conforto dos auditórios), captar lances na pista, emitir notas, e tantas outras. Segundo princípios do zeloso pai, as tarefas deveriam ser conhecidas, aprendidas e exercidas desde cedo.

Ao formar-se em agronomia e administração, Jorge Nogari buscou especializações em engenharia de avaliações e direito empresarial, e viria a abraçar definitivamente a profissão, aplicando os valiosos e sempre presentes ensinamentos do pai.

A intensa e ininterrupta atividade do pai Luiz Carlos foi reconhecida e premiada pela Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul, com o troféu “Martelo de Ouro”, em 27 de agosto 1994. A solenidade se deu na sede da instituição, no interior do parque de exposições de Esteio, RS, em plena Expointer daquele ano. Isso ocorrera exatamente um dia após o nascimento do neto Artur.

Juntamente com o pai, Jorge estabeleceu base própria em Curitiba, irradiando, desde então, o know-how e o trabalho para o interior daquele estado.

Desenvolveram e implantaram, Junto ao Tribunal do Trabalho, através da SIEX - Secretaria Integrada de Execuções, sistemática de leilões judiciais que viria a padronizar o trabalho do leiloeiro, cumulativo à função de depositário judicial particular.

Tal estrutura de procedimentos e de planilhas de custas foi regulamentada através da ordem de serviço criada (em coautoria e revisada por Marília, mãe, professora, bacharel em direito e também leiloeira), recebendo a chancela dos juízes e do alto escalão daquele órgão do judiciário, e publicada no diário da justiça, em 1997.

Diante do expressivo resultado, traduzido pela resolução de milhares de ações trabalhistas, tanto pelas arrematações efetivadas, como pelas remições promovidas, estas obtidas pela força de pressão do trabalho do leiloeiro, pai e filho foram convidados pelo COLEPRECOR, colegiado de presidentes dos tribunais do trabalho do país, para apresentar o case, único no Brasil, em evento daquele restrito grupo de magistrados, em Cuiabá. “Um estranho no ninho”, como honrosamente exalta Luiz Carlos Nogari.

Como esta, tantas outras frentes foram trabalhadas, nestes quase cinquenta anos, na criação e na oportunização de negócios de leilão, não só nacionalmente, como também no exterior.

Em estreito relacionamento com os profissionais irmãos dos países vizinhos, participa ativamente, desde o ano de fundação, 1972, da Asociación Americana de Rematadores, Corredores Inmobiliários y Balanceadores, uma das instituições precursoras da formação do Mercosul, com sede permanente em Montevidéu, Uruguai. Nas posições de diretoria daquela entidade, de secretário a presidente, primou em promover o intercâmbio profissional, cultural e de negócios entre os membros das três profissões: leiloeiros, corretores imobiliários e balanceadores (atividade muito difundida na Argentina).

Em 2006, também em Porto Alegre/RS pai e filho receberam o Prêmio “TOP Of Business Região Sul”, na quarta Edição do evento promovido pela Associação Leopoldina Juvenil, evento que homenageou as empresas e profissionais que se destacaram em suas áreas de atuação. Em 2010, mais uma vez, foram agraciados pelo “TOP Of Quality 2010”, nesta ocasião pela Ordem dos Parlamentares do Brasil - OPB, homenagem mais almejada em qualidade e eficiência internacional no Ramo da Leiloaria.

Desde o início das atividades, Jorge Nogari realizou um número incontável de leilões, em prol da boa prática, para públicos diversos e de toda natureza. Um universo dos mais variados bens foram vendidos: “da lâmpada queimada ao avião”, como brinca (terreno de cemitério e vestido de noiva também).

Sempre, e invariavelmente, fazendo uso e alçando ao ar o instrumento da força e da verdade: o martelo. E, em movimento firme e preciso, ao nível do coração, com o brado do dou-lhe três, selando o justo e perfeito contrato de venda.

No passado, somente ao público presente, hoje, também aos internautas do leilão eletrônico.

O ambiente virtual potencializou resultados. Vislumbra ele, apoiado nas décadas de batida do martelo, que o futuro é empolgante e desafiador!!

Valorosos negócios se concretizarão, com a máxima eficiência de execução e a total satisfação dos clientes, sejam eles comitentes ou arrematantes, onde quer que se encontrem.
Caminha-se para a excelência da leiloaria, que, na organização deste laborioso e incansável leiloeiro, prossegue viva na terceira geração, e por muitas outras se seguirá.